14/05/2012

onde andam TODOS? sumidos... que nem eu...

Este texto ta escrito há tanto tempo... Mas continua tão atual!!!
os blogs nossos andam mesmo devagar... uns quase parando.../outros menos, mas mesmo assim... / tem um e outro triste, ensimesmado.../cadê a poesia, o choro, a vela (?),



onde se escondeu meu poemim (?).../eu não te acho pra conversar amarela... / quequihá? tá cada um no seu mundim (?)...




estranhas palavras...




assim como pessoas,




cada uma na sua, nela mesma...




ensimesmada...




já dizia uma lista amarela:




cada macaco no seu galho...




teimosia rebeldia deixo aqui este retalho meu




embora fora de lugar




cabe direitinho em nossas ausências

Sumida

andei sumida daqui e de alhures...
retorno qual saindo de um sonho
será mesmo que sonhei?
seja o que for, ainda não me lembrei...
encontrei empilhados tantos fazeres,
uns ainda intocados, outros começados,
incompletos,
todos aí, por fazer...
revisito um a um os meus lugares,
abro janelas
afasto nesgas das cortinas...
olhando os arredores,
busco algo familiar...
preciso encontrar algum elo,
um anelo...
parece que ainda me perco ao voltar...
sei que cheguei, reconheço cada lugar...
mas inteira não estou...
por certo não sou mais a que sumiu...
ainda não sei porque voltei...

12/05/2012

Tanto tempo que me desoriento

Hoje é dia 05 de agosto de 2013... Este escrito estava na minha gaveta de rascunho!... Desde maio de 2012... tem mais de ano! O sentimento de perda permanece!... Estou limpando gavetas e a garganta... e lavando a alma!... e reaprendendo a blogar no googleblogspot!. Alguém tem que recomeçar a publicar neste blog da GFG, que mais parece desativado! O mesmo há que acontecer com a minha colagem de retalhos... Vou alinhavar mais este texto, se ainda não estiver por lá... Pra todos os meus queridos meus abreijos... Tanto tempo que me desoriento Tanto se passou, desde dois anos... Tempo marcado... Tempo contado... Ontem (que hoje já e' Trasantontem) estive a pensar nos dois anos, últimos anos, tempo marcante, tempo de estar por perto, de reestabelecer um rumo de novos encontros da gente distante... Depois a roda da vida girou numa direção sem retorno... fuso horário nem teve seu lugar nesta roda viva... onde há vinda e há partida enquanto rola a vida... e a roda, no entanto e portanto, não para... "O tempo passa", disse um narrador do jogo nos idos tempos de uma copa sueca... "O tempo não para", disse aquele menino do rio... O tempo se esvai, escorrido entre os dedos qual areia seca apanhada na praia, devolvida em seguida qual numa ampulheta formada em concha na palma da mão... Sua vinda e sua partida foram um ontem distante... Ja e' antevéspera do primeiro dia das mães sem ela que foi eixo monumental, meridiano, coordenada, meu ponto cardeal, sem a companheira de quarto, que foi me ver lá no sul, sem a mais bem vinda pessoa que veio do meu sudeste, sem a bússola sempre pronta a apontar para quem precisasse o seu norte, sem ocidente que me oriente neste centro-oeste...